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Publicado em 14 Fevereiro 2011

“Bi­ri, o re­tor­no”... Bom pra quem? Bom pa­ra For­mo­so!


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Re­nan Ros­si­ni, ator e di­re­tor te­a­­tral, tem en­ca­mi­nha­do car­tas do lei­tor à re­da­Ã§Ã£o do Di­Ã¡­rio do Nor­te. Ge­ral­men­te elas são pu­bli­ca­das, a exem­plo da úl­ti­ma, na edi­Ã§Ã£o 872, em que ele te­ce co­men­tá­rios a uma no­ta da co­lu­na Re­se­nha, da edi­Ã§Ã£o 871, so­bre o ex-pre­fei­to Bi­ri.
Ini­ci­al­men­te, Re­nan parece ter se confundido com o te­or da no­ta. Quan­do Re­se­nha dis­se que Bi­ri es­tá que não se aguen­ta mais de von­ta­de de vol­tar ao po­der, que de­ve ser uma coi­sa óti­ma, não se re­fe­ria à ges­tão de Bi­ri. Coi­sa óti­ma, na ver­da­de, de­ve ser o po­der, in­de­pen­den­te de quem es­te­ja no co­man­do.
Re­nan tam­bém fa­la que uma pos­sí­vel vol­ta de Bi­ri só po­de ser boa pa­ra o pró­prio e sua tur­ma. Ele diz que na ges­tão do ex-pre­fei­to a po­pu­la­Ã§Ã£o foi hu­mi­lha­da. Con­tou a his­tó­ria de uma mo­ra­do­ra que pe­diu bo­ti­jão de gás e re­ce­beu um não co­mo res­pos­ta.
Fa­lou do re­cur­so pa­ra cons­tru­Ã§Ã£o da ro­do­vi­Ã¡­ria de For­mo­so, em tor­no de R$ 500 mil. Cri­ti­cou a re­ti­ra­da de ár­vo­res  das pra­Ã§as da ci­da­de. Ata­cou o ve­re­a­dor Ca­me­lo que, se­gun­do ele, te­ria si­do elei­to com apoio da má­qui­na ad­mi­nis­tra­ti­va. E ain­da cul­pou o mes­mo Ca­me­lo pe­lo au­men­to da vul­ne­ra­bi­li­da­de das cri­an­Ã§as e ado­les­cen­tes da ci­da­de.
Aos fa­tos. Pri­mei­ro pon­to, Re­nan ob­via­men­te não en­ten­deu o te­or da no­ta. Se­gun­do, se Bi­ri se­rá bom pa­ra a tur­ma de­le e ele pró­prio, quem de­ve ava­li­ar é o pró­prio elei­tor, nas ur­nas. E o elei­tor cer­ta­men­te te­rá pa­râ­me­tros pa­ra ava­li­ar, com­pa­ran­do a sua ges­tão com a atu­al.
Não te­nho pro­cu­ra­Ã§Ã£o pa­ra de­fen­der o Bi­ri. Mas não é pre­ci­so ser ne­nhum gê­nio da lâm­pa­da par per­ce­ber que a ges­tão de Bi­ri foi in­fi­ni­ta­men­te me­lhor que a de De­níl­son Se­ve­ri­no, que ain­da não mos­trou a que veio. Ele po­de até se su­pe­rar nes­ses qua­se dois anos que ain­da res­tam. Acho di­fí­cil. De­níl­son se per­de ora pe­la hu­mil­da­de, ora pe­la fal­ta de ação mes­mo. Ho­je es­tá cla­ro que é pre­ci­so rom­per bar­rei­ras e não fi­car de bra­Ã§os cru­za­dos es­pe­ran­do os re­cur­sos che­ga­rem. Nes­se as­pec­to, Bi­ri ti­nha co­ra­gem. Sem­pre es­ta­va em Go­i­Ã¢­nia ou Bra­sí­lia pe­din­do o que é de di­rei­to de For­mo­so. Não há ou­tro ca­mi­nho. Tem que ba­ter na por­ta dos de­pu­ta­dos fe­de­ra­is e dos se­na­do­res. 
So­bre a su­pos­ta res­pos­ta que Bi­ri te­ria da­do a uma mo­ra­do­ra, pa­ra ela ir pe­gar le­nha no ma­to, não sei se é mes­mo pro­ce­den­te. Não pa­re­ce mui­to ser o es­ti­lo do Bi­ri. De qual­quer ma­nei­ra, sou do ti­po que pen­sa que o mu­ni­cí­pio não po­de tu­te­lar to­das as si­tu­a­Ã§Ãµes. É pre­ci­so pen­sar no co­le­ti­vo. Pre­fei­to que fi­ca re­sol­ven­do pe­que­nos pro­ble­mas pes­so­ais de mo­ra­do­res, não vai mui­to lon­ge. Ali­Ã¡s, não vai a lu­gar ne­nhum. Pre­fei­to bom é aque­le que pen­sa e age olhan­do pa­ra o fu­tu­ro, cri­an­do si­tu­a­Ã§Ãµes pa­ra ge­rar em­pre­go, ren­da e opor­tu­ni­da­des pa­ra as pes­so­as.
So­bre a cons­tru­Ã§Ã£o da ro­do­vi­Ã¡­ria, se ela não foi ainda concluída certamente foi por má vontade da atual gestão. Obras iniciadas devem ser concluídas.
Em re­la­Ã§Ã£o ao ve­re­a­dor Ca­me­lo, Re­nan de­ve­ria pro­cu­rar o Mi­nis­té­rio Pú­bli­co e de­nun­ci­ar o su­pos­to uso da má­qui­na. Es­sa se­ria uma pos­tu­ra ade­qua­da e res­pon­sá­vel. Tam­bém não con­cor­do com es­se ti­po de si­tu­a­Ã§Ã£o. Mas fa­Ã§a­mos as coi­sas da ma­nei­ra cer­ta. E o fó­rum ade­qua­do pa­ra se apu­rar e pu­nir quem usa a má­qui­na é a Jus­ti­Ã§a. Es­pe­ro que Re­nan te­nha as de­vi­das pro­vas. Re­nan diz ain­da que o ve­re­a­dor Ca­me­lo 'foi um dos prin­ci­pa­is res­pon­sá­veis pe­lo pro­je­to de lei que au­men­tou o ho­rá­rio de fun­cio­na­men­to dos ba­res e bo­te­cos da ci­da­de", dei­xan­do os me­no­res ain­da mais vul­ne­rá­veis.
Es­tra­nho. Não é pos­sí­vel que o ve­re­a­dor Ca­me­lo, so­zi­nho, te­nha tan­to po­der. On­de es­tão os ou­tros ve­re­a­do­res? Ou Re­nan não quer en­vol­ver ou ci­tar ou­tros no­mes? E mais. Não é pa­pel da câ­ma­ra le­gis­lar so­bre ho­rá­rio de fun­cio­na­men­to de ba­res. Ela até po­de fa­zer is­so, mas bas­ta um co­mer­cian­te ques­ti­o­nar a me­di­da que ela cai co­mo o Bra­sil caiu di­an­te da Ho­lan­da na co­pa de 2010. É bom es­cla­re­cer que so­men­te com lei fe­de­ral é pos­sí­vel de­fi­nir ho­rá­rio de fun­cio­na­men­to pa­ra ba­res e bo­te­cos.
E ain­da mais, quem de­ve cu­i­dar das cri­an­Ã§as é a pre­fei­tu­ra e o Con­se­lho Tu­te­lar da ci­da­de. Es­se, com cer­te­za não é o pa­pel da câ­ma­ra. Es­sa pe­que­na res­pos­ta a Re­nan é uma for­ma de co­lo­car os pin­gos nos 'is'. Co­nhe­cen­do por den­tro as ad­mi­nis­tra­Ã§Ãµes de Bi­ri e de De­níl­son, só pos­so di­zer que For­mo­so pa­rou no tem­po. E tem­po per­di­do não se re­cu­pe­ra.

Francisco Ferreira Damião  é morador de Formoso

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