PORANGATU
Acusador de Amorim recua. Mas a câmara, não
ARQUIVO/DIáRIO DO NORTE

Três dias após a aceitação de denúncias na Câmara de Vereadores de Porangatu, que apontavam supostos atos de improbidade administrativa e falta de decoro parlamentar contra o vereador Odair Amorim (relativos ao período em que ele presidiu o Legislativo) e o assessor de comunicação Weldes Pereira, foi apresentado na segunda-feira (1º), durante sessão ordinária; um termo de retratação e renúncia das acusações por parte do denunciante, Leonardo Rufino de Brito Oliveira, 20 anos.
A alegação apresentada por Leonardo, que afirmou não ter sofrido nenhum tipo de coação, para a retirada das acusações, foram os "transtornos pessoais, causados a ele e a sua família, e profissionais" devido à repercussão do fato na mídia. Ele também declarou que considera injusta a denúncia feita, após as analisar, de "cabeça fria". Leonardo ainda ponderou que muitos dos fatos que relatou foram por "ouvir dizer".
O documento de renúncia das acusações foi apresentado e protocolado por Odair Amorim na Câmara de Vereadores. Na oportunidade, o vereador informou que no momento certo irá processar os envolvidos por calúnia e difamação e reafirmou estar sofrendo perseguição política. "Estou incomodando certos políticos porque tenho projetos palpáveis. Fomos acusados de forma injusta, mas estamos preparando uma chuva de processos por difamação e calúnias. São muitas as pessoas que estão envolvidas nessa trama. São políticos com mandato, políticos sem mandato, presidentes de partidos, e até mesmo servidores dessa Casa. Já tenho nomes de quatro pessoas, com documentação. Ao todo são mais de quinze, que tentam destruir a nossa história política em Porangatu. Quando entrarmos com ação no Ministério Público por difamação e calúnia, não será pelo que ouvimos dizer, vamos mostrar com documentos", pontuou Odair.
INVESTIGAÇÕES
O presidente da Comissão Processante (CP - criada para investigar as denúncias), o vereador Luiz do Gote Filho, esclareceu que o acusado tem o direito de se retratar, mas mesmo assim as investigações acatadas devem continuar. "Nós já recebemos a denúncia na sessão anterior. Hoje, a ata foi aprovada por unanimidade. Então os integrantes da CP continuarão com seus trabalhos, não muda nada", explicou Luiz do Gote. O empresário Leonardo Rufino registrou em cartório no dia 2 de fevereiro de 2010 a declaração com mais de dez acusações que apontavam superfaturamento e desvio de materiais que deveriam ser utilizados na reforma da câmara. O requerimento foi protocolado por Leonardo no Legislativo no dia 11 de fevereiro e apresentado em plenário no dia 26 de fevereiro.
Sheilismar Ribeiro
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