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VAI PARA PADRE BERNARDO

Uruaçu, uma cidade sem lixo no futuro


Publicado em 15 Outubro 2017

Pedro Gomes

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Mônica Ueno
Prefeito Valmir Pedro quer tornar Uruaçu uma cidade sem lixo
Prefeito Valmir Pedro quer tornar Uruaçu uma cidade sem lixo

O prefeito Valmir Pedro (PSDB) pretende transformar Uruaçu em uma cidade sem lixo. Ele falou com a reportagem do Jornal Diário do Norte na segunda-feira (2) sobre o assunto e disse que para isso colocará em prática um projeto que além de colocar o município em lugar de destaque, sendo a única cidade do País sem lixo, ainda resolverá um grave problema, uma dívida de precatório herdada das gestões anteriores superior a R$ 7 milhões, oriunda da má gestão pública em relação ao lixo produzido pela população.
"Nós sabemos que a legislação brasileira exige que as cidades tenham o aterro sanitário, mas sabemos também que criaram a lei, porém não providenciaram os recursos e as fontes de recursos para que os municípios pudessem construir seus aterros sanitários e com isso prefeitos do Brasil inteiro têm sido penalizados. E aqui, no caso de Uruaçu, temos ex-prefeito que ficou inelegível porque foi condenado por improbidade administrativa ambiental. Uruaçu, desde 1997, sofre uma ação neste sentido que se tornou em uma dívida de R$ 7 milhões e que foi transformada em precatório de R$ 7 milhões, débito que deveria ter sido pago em 2015, no entanto a administração anterior honrou os compromissos e a inadimplência acumulou mais uma dívida", explicou o prefeito Valmir.
Valmir disse que ficou sabendo da dívida assim que assumiu a prefeitura, no mês de janeiro deste ano. "Eu recebi uma planilha do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás que ordenava o município a pagar entre R$ 120 e R$ 130 mil por mês de precatórios, porém agora chegou um sequestro de R$ 2,5 milhões que se refere à importância que a ex-prefeita deveria ter pago", esclareceu Valmir Pedro.
Em acordo feito entre o prefeito Valmir Pedro e o Ministério Público, ficou definida a suspensão temporária da cobrança e que nesse período de carência o município deverá definir metas relacionadas à destinação correta do lixo urbano. "Na tentativa de suspender a cobrança do precatório, conseguimos um prazo até meados deste mês e ao fim deste período iremos assinar com o Ministério Público um TAC - Termo de Ajustamento de Conduta", disse Valmir.
Valmir deixou claro que a intenção dele é acabar de vez com o lixão, porém como o município não tem recursos disponíveis e também não existe mais tempo suficiente para que se possa construir o aterro sanitário, estão sendo buscadas alternativas e uma delas bastante ousada é criar um centro de triagem onde o lixo recolhido será submetido a um processo de separação de materiais orgânicos e recicláveis e assim encaminhá-los para um aterro sanitário de propriedade privada que existe no município de Padre Bernardo.
"Nós vamos pagar um pouco mais de R$ 100 mil por mês pelas quase 35 toneladas de lixo por dia, incluindo mão de obra e transporte. As pessoas podem questionar o valor desses serviços, mas nós já estamos pagando esse valor aproximado em forma de precatório e se eu der um destino adequado para o lixo, ficaremos livres desses R$ 7 milhões de precatórios, então iremos resolver uma questão jurídica e também ambiental e ainda dar uma imagem para Uruaçu como a única cidade do Brasil sem lixo e ecologicamente correta", falou Valmir.
O prefeito explicou também que paralelo a este projeto, a administração pública de Uruaçu está desenvolvendo o Plano Municipal de Resíduos Sólidos, no qual conta com a participação do IF Goiás, a fim de tornar o município habilitado à captação de recursos junto ao Governo Federal para construção do aterro sanitário. "Vamos procurar alternativas como os consórcios intermunicipais e a própria parceria pública privada no intuito de em um período, entre dois e quatro anos, termos o nosso próprio aterro sanitário", disse Valmir.
 

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