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EDUCAÇÃO

Senador Wilder propõe fim da progressão continuada


Publicado em 08 Outubro 2017

João Carvalho

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O senador Wilder Morais apresentou projeto que muda a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.394/2016) e estabelece o fim da progressão continuada. De acordo com a proposta, o modelo nunca foi plenamente colocado em prática e faz com que o Brasil deixe de avançar e se desenvolver, pois muitos estudantes são liberados das escolas sem conhecimento mínimo. Pela lógica do senador, quando eles chegam nos testes universais, como vestibular e Enem, acabam por enfrentar uma dura realidade e acabam reprovados nas escolas e universidades que sonharam cursar. 
De acordo com a progressão continuada, em que o aluno estuda por ciclos, o estudante pode chegar a outro ano ainda que tenha grandes dificuldades em determinada matéria. Ele não corre risco de repetência. Para Wilder, o que deve garantir a progressão do aluno é a avaliação realizada pelo professor. Wilder diz que a progressão continuada é uma "aprovação automática" que não deu certo. "Nós tiramos a autoridade do professor e formamos alunos que não têm condições de ler, escrever e fazer contas básicas", diz o parlamentar.
João Batista Araújo e Oliveira, presidente do presidente do Instituto Alfa e Beto, não diz que a progressão melhorou a educação do país, mas discorda que a progressão seja o principal problema do sistema educacional.
O educador diz que a autoridade do professor também não depende do poder em reprovar ou classificar os alunos.
Wilder discorda e acredita que é preciso devolver a autoridade para os professores.  Para o parlamentar, trata-se de um dos maiores equívocos da educação brasileira, já que se copia um modelo de fora sem garantir as bases para sua execução. 
Mais do que ocorrer a “deslegitimação da escola como espaço de aprendizagem”, a progressão tirou do estudante o direito de saber a real situação de seu aprendizado, já que ele segue em uma progressão ininterrupta e que não apresenta um panorama real de seu desempenho e evolução.
O projeto de Wilder tem amplo apoio popular. Até sábado, 7/10, na página de consulta popular do Senado, 3.457 pessoas votaram sim para o projeto que modifica a LDB e 81 foram contra. O Senado costuma avaliar a opinião popular para ter parâmetros da legitimidade das propostas.  Conforme Wilder, existe uma ampla aceitação a uma mudança radical no atual sistema, já que  as vítimas da progressão continuada estão agora enfrentando as dificuldades  plantadas no passado.
 Wilder diz que não é raro manter contato com estudantes que confessam não saber contas básicas e regras mínimas de ortografia. “É uma realidade que conheço bem, pois distribuo livros em faculdades. Não é raro um estudante da profissão chegar para confessar que sofre com cálculos. E quando relata sua trajetória na escola não tenho dúvidas onde ocorreu o erro”, diz.
 

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