(62) 3626-6872
Home     Notícias

Mutunópolis: câmara arquiva CEI

Presidente do Legislativo, Tharles Eloísio, foi alvo de várias acusações do tesoureiro Carlito Matias


Publicado em 05 Fevereiro 2018

Pedro Gomes

|   Compartilhe esta página:    

Pedro Gomes
Moradores de Mutunópolis acompanharam a sessão que arquivou a CEI
Moradores de Mutunópolis acompanharam a sessão que arquivou a CEI

A Câmara Municipal de Mutunópolis arquivou na sexta-feira (2) o processo que investigaria denúncia por suposto ato de improbidade administrativa contra o presidente do Poder Legislativo, Tharles Eloísio de Oliveira Leonel. A denúncia foi apresentada pelo tesoureiro da Câmara Municipal, Carlito Matias Mendonça. A decisão foi tomada durante sessão realizada em caráter extraordinário que contou com a presença de todos os vereadores da Casa de Leis.
De acordo com o documento apresentado, composto por 28 páginas, tendo no conteúdo em anexo cópias de cheques emitidos pela Câmara Municipal de Mutunópolis e alguns devolvidos por insuficiência de fundos, o presidente Tharles Leonel teria utilizado da função para desviar recursos do Poder Legislativo e aplicado em negócios de interesse pessoal.
Entre as movimentações financeiras consideradas passíveis de configurar atos por improbidade administrativa foram elencados ao documento cópias de cheques, devidamente liquidados pelo sistema bancário, referentes a pagamento de cinco salários no valor de R$ 3.906,39 correspondentes ao cargo, somando R$ 18.046,95, recurso os quais o presidente Tharles teria recebido de forma irregular entre os dias 2 e 23 de outubro de 2017, conforme comprovado pela microfilmagem dos extratos bancários anexados.
Ainda de acordo com a denúncia, o ato irregular teria sido praticado novamente em janeiro deste ano, quando o presidente teria emitido em favor próprio mais um cheque de igual valor e este sem a assinatura do tesoureiro da Câmara Municipal, Carlito, que é o autor da denúncia e assim elevando o suposto desvio de recursos públicos para R$ 21.656,34.
Também segundo a denúncia, outros cheques da Câmara Municipal teriam sido emitidos e nestes, de acordo com o denunciante Carlito Matias, as assinaturas dele na função de tesoureiro da instituição estariam falsificadas. Estes quatro cheques em valores múltiplos de R$ 7 mil, além de um no valor de R$ 2.300,00, somando R$ 30.518,00, foram devolvidos por insuficiência de fundos.
Consta ainda na documentação, que o presidente Tharles Leonel teria efetuado depósitos identificados que somam a quantia de R$ 22.956,34 na conta da Câmara Municipal, fora do repasse do duodécimo da Casa Legislativa.
Na denúncia formulada, o tesoureiro Carlito Matias pedia a instalação imediata de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) com a finalidade de apurar os fatos ilícitos que compõem as peças do documento. Porém, na sessão realizada na sexta-feira, a proposta de abertura da Comissão Especial de Inquérito foi rejeitada por 4 votos contra 3 e o processo de investigação por improbidade administrativa contra o presidente Tharles Leonel na Câmara Municipal foi arquivado.
Moradores do município que assistiram à sessão extraordinária deixaram o plenário revoltados. O vereador e tesoureiro Carlito Matias disse que fez a denúncia visando a defesa do patrimônio público por acreditar que as ações do presidente da Câmara Municipal são ilícitas e também ficou insatisfeito com a decisão. "Tá ilícito o desvio de dinheiro não é, e os vereadores votaram pelo arquivamento. Mas tem Lei maior do que a Câmara Municipal, a gente fica decepcionado, temos aqui as provas, por isso que o nosso país está do jeito que está. Uma cidade deste porte com um desvio deste tamanho. Pelo menos eu fiz o meu papel e agora cabe ao Ministério Público investigar", disse Carlito.
O vereador Lucimar Matias disse que somente um perito poderá definir se houve ou não falsificação de assinaturas e por isso seria uma ação precipitada dos parlamentares aprovar a instalação da Comissão Especial de Inquérito. Ele ainda explicou que o presidente Tharles continuará no cargo.
O Jornal Diário do Norte falou com o assessor jurídico do presidente da Câmara Municipal, porém o advogado informou que Tharles Leonel havia sido orientado a não comentar o assunto.

 Rua T-30, 1.310, esquina com rua T-49, Setor Bueno, Goiânia - Goiás


© 2018 - Jornal Diário do Norte
Produção