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PORANGATU

Homem condenado após 20 anos por matar esposa

Crime ocorreu em 1998 e acusado foi condenado a 25 anos de prisão


Publicado em 11 Fevereiro 2018

Pedro Gomes

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Foto: Divulgação
Fernando Gontijo foi condenado a 25 anos pela morte da esposa
Fernando Gontijo foi condenado a 25 anos pela morte da esposa

O Tribunal do Júri da comarca de Porangatu, presidido pelo juiz Denis Lima Bonfim, condenou Fernando Machado Gontijo a 25 anos de prisão em regime inicial fechado pelo assassinato (homicídio qualificado consumado e ocultação de cadáver) da mulher Mariângela Renovato dos Santos. O crime aconteceu no dia 24 de fevereiro de 1998 e, na época, deixou a população estarrecida pela brutalidade do ato. Tanto o marido quanto a esposa (vítima) pertenciam a famílias tradicionais e bem conhecidas na cidade. O casal tinha na ocasião dois filhos menores.
No seu interrogatório, o réu negou a autoria dos fatos, porém o Conselho de Sentença, ao votar a série de quesitos, reconheceu a materialidade do crime, atribuindo a autoria do fato ao acusado. Na denúncia, a explicação de que a mulher tenha sido vítima de estrangulamento, possivelmente causado por fios de rede elétrica. Depois de matar Mariângela, Fernando teria ocultado o cadáver em uma estrada de terra vicinal das redondezas e logo em seguida, não muito longe do local, incendiado o carro que fora utilizado para o transporte do corpo, conforme denunciou o Ministério Público.
Na sentença, o representante do Poder Judiciário destacou que o réu agiu de forma premeditada e com requintes de crueldade. Para o juiz Denis Lima Bonfim, as circunstâncias da prática do delito prejudicaram Fernando Gontijo, levando em consideração a conduta do sentenciado no intuito de destruir provas do crime após a execução e citou como exemplo o ateamento de fogo no veículo utilizado para a prática criminosa, lavagem de outro carro e de uma moto também usados para a prática delitiva, além da preocupação na constituição de álibis para se livrar da aplicação da lei penal. “As consequências do crime foram incomensuráveis, frente à eliminação prematura de uma vida humana, que deixou dois filhos menores”, considerou o magistrado.
De acordo com os autos do processo, a vítima Mariângela Renovato tinha 15 anos quando se casou com Fernando Gontijo em 1991. Em meio a um relacionamento conturbado, o casal se separou antes mesmo de completar um ano de convivência e Fernando então se mudou para Goiânia, onde se casou novamente. Tempos depois, ele regressou a Porangatu e retomou o convívio com a primeira esposa. Porém, de igual modo, a segunda fase do relacionamento, também foi marcada por brigas, ciúmes, separações e reconciliações, conforme relatos apurados e anexados ao processo.
Testemunhas disseram que Fernando já havia tentado antes contra a vida da vítima usando de formas de estrangulamento e que na época Mariângela apresentara marcas da violência no pescoço. Mariângela morreu aos 23 anos de idade. “Dessa forma, as consequências do crime foram “incomensuráveis, frente à eliminação prematura de uma vida humana, que deixou dois filhos menores, enlutando para sempre suas vidas, que passaram a viver sem o apoio e educação maternos, e seguramente prejudicando sua subsistência, pois consta que a vítima, embora não fosse a provedora do lar, já havia concluído seus estudos e estava apta ao trabalho”, pontuou o juiz na sentença.

PROVAS 
Contra o réu, foi apresentado o laudo do local em que o corpo foi encontrado. Rastros de pneu mostram equivalência com o tipo de motocicleta que o réu possuía. Além disso, no dia do crime, testemunhas disseram ter visto Fernando a caminho do mesmo lugar.
O laudo de exame veicular do carro que foi utilizado para o transporte do cadáver, posteriormente incendiado, indica que o tampão, com dois autofalantes e amplificador instalados, localizado no porta-malas, foi retirado rusticamente, de modo a facilitar a acomodação de um volume maior, provavelmente o corpo da vítima. A peça retirada foi posteriormente encontrada na residência do denunciado envolta em lençóis.

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