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FIM DOS LIXÕES

Consórcio para cuidar do lixo

Pedro Fernandes assume presidência do CiderNorte, para viabilizar construção de aterro com apoio de Júnior do Jonas e Davi José


Publicado em 01 Maio 2017

Pedro Gomes

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Pedro Gomes
Júnior do Jonas, Pedro Fernandes e Davi José: solução para os lixões
Júnior do Jonas, Pedro Fernandes e Davi José: solução para os lixões

O prefeito de Porangatu, Pedro Fernandes, tomou posse na terça-feira (25) na presidência do CiderNorte - Consórcio Intermunicipal  de Desenvolvimento da Região Norte do Estado de Goiás. A reunião para escolha dos novos membros da diretoria aconteceu no gabinete da Prefeitura de Porangatu e contou também com as presenças dos prefeitos dos outros dois municípios envolvidos no Plano de Direcionamento de Resíduos Sólidos: Jonas Guimarães Júnior, o Júnior do Jonas, de Mutunópolis; e Davi José da Silva, de Novo Planalto.
Os Planos de Direcionamento de Resíduos Sólidos são instrumentos fundamentais para o correto gerenciamento e gestão integrada dos resíduos sólidos e devem assegurar o controle social nas etapas de formulação, implementação e operacionalização. A PNRS - Política Nacional de Resíduos Sólidos, foi aprovada em agosto de 2010 e representa, ao mesmo tempo, uma conquista e um desafio para toda a sociedade brasileira. No caso das instituições públicas a implementação dessa política vai demandar adequação das estruturas e a criação de uma nova cultura institucional para a segregação e destinação ambientalmente adequada dos resíduos sólidos produzidos.
O CiderNorte foi criado em 2014 com a finalidade de atender os três municípios na questão. Desde então foram realizadas diversas reuniões com os gestores da época e também uma Audiência Pública na Câmara Municipal de Porangatu. O então prefeito Eronildo Valadares presidia o consórcio, porém devido ao processo político no fim de 2016, e tendo em vista que apenas o prefeito de Novo Planalto conseguiu se reeleger, Davi José da Silva havia sido conduzido ao cargo interinamente. Na composição da nova diretoria, o prefeito Júnior do Jonas é o vice-presidente e o prefeito Davi passou a ser o secretário.
Durante a reunião, além da reestruturação do CiderNorte, os prefeitos falaram sobre a escolha da área onde deverá ser construído o aterro sanitário que irá atender os três municípios e mantiveram a ideia inicial do projeto que indicava, por questões logísticas e demanda dos serviços, que a unidade receptora deverá ser construída em Porangatu. Algumas áreas já foram mapeadas, porém a escolha definitiva do terreno deverá acontecer a partir de estudo técnico especializado de viabilidade e aprovação final da Secima - Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos.
A elaboração do Plano de Resíduos Sólidos para o CiderNorte custou aos municípios associados R$ 80 mil reais. Para manutenção dos serviços técnicos e outras despesas eventuais ficou definido que cada prefeitura envolvida continuará pagando durante esta etapa do projeto uma contribuição na ordem de R$ 12.500,00 por ano, sendo que os repasses deverão ser realizados mensalmente ao CiderNorte.
A maior preocupação dos prefeitos no momento tem sido em relação aos recursos para construção do aterro sanitário, uma obra que poderá custar muito caro aos municípios. Júnior do Jonas, prefeito de Mutunópolis, disse que é  importante a participação de Mutunópolis no consórcio por se tratar da solução do principal problema do século que se refere ao lixo e aos recursos hídricos e juntamente com os demais prefeitos irá unir forças para atingir os objetivos do consórcio, porém já adiantou que o CiderNorte precisará alocar recursos junto ao Governo Federal, pois os municípios não têm condições de tocar a obra.
O prefeito Davi também considera o consórcio fundamental para cumprimento da lei e disse que a demanda de recursos deverá ser analisada posteriormente, pois para ele o importante no momento é dar continuidade ao processo que já foi iniciado em 2014.
Pedro Fernandes está otimista com a nova responsabilidade, porém preocupado com os caminhos que o consórcio deverá encontrar para que os municípios possam cumprir a Lei Federal. "Assumo a presidência do CiderNorte com muita responsabilidade e vejo isto como um grande desafio que é resolver o problema da destinação dos resíduos sólidos da nossa região, tendo em vista que temos um prazo para solucionar esta questão. De agora em diante iremos trabalhar este projeto, pois sabemos que é obrigatório e os governos não colocam dinheiro novo para resolver estes problemas para os municípios. Porangatu por ser um município pólo, encabeçará este projeto. O desafio é grande, mas iremos resolver da melhor forma possível, construindo o aterro próprio ou terceirizando os serviços, que seria também uma alternativa", disse Pedro.

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