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Baleia Azul em São Miguel


Publicado em 18 Junho 2017

Pedro Gomes 

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Divulgação
Delegado Fernando Alves durante palestra com estudantes de São Miguel: evitar tragédias
Delegado Fernando Alves durante palestra com estudantes de São Miguel: evitar tragédias

A Polícia Civil e os membros do Conselho Tutelar de São Miguel do Araguaia realizaram diversas palestras nas escolas do município com a finalidade de conscientizar os estudantes a respeito dos riscos oferecidos pelo jogo Baleia Azul. A iniciativa surgiu depois que os conselheiros identificaram casos que envolviam a participação de adolescentes da cidade no desafio perigoso.
As palestras foram proferidas na quarta-feira (14) pelo delegado Fernando Alves Barbosa, que além de aconselhar os estudantes ofereceu total apoio às vítimas do jogo e disse que o assunto será tratado pela Delegacia da Polícia Civil de São Miguel sempre como prioridade.
Os conselheiros também ressaltaram a importância das vítimas buscarem ajuda nos lugares certos e citaram como alternativas os serviços sociais oferecidos pela rede pública do município, como: CREAS, CRAS e CAP ou o próprio Conselho Tutelar para o devido encaminhamento a fim de serem procedidos atendimentos especializados.
"Não é na internet e muito menos participando de algum tipo de jogo que vamos conseguir resolver os nossos problemas, muito pelo contrário, agindo assim de forma isolada e sem a ajuda de pessoas capacitadas só estaremos agravando ainda mais a situação e deixando as nossas vidas cada vez mais expostas a criminosos que geralmente possuem perfis falsos e que não podem e nem querem oferecer nenhum tipo de ajuda", esclareceu o presidente do Conselho Tutelar Lucas Freitas.
O jogo suicida Baleia Azul surgiu na Rússia em 2013 e em 2015 ganhou o mundo e também chegou ao Brasil, levando adolescentes de várias regiões do país a situações de risco eminente (atos suicidas).Neste ano o temível jogo chegou ao município de São Miguel do Araguaia. 
"No início o jogo parece muito simples e sem perigo, pois contem fases fáceis de serem realizadas, como ouvir uma determinada música ou assistir a um filme, porém no decorrer do jogo o participante passa a receber ordens e ameaças graves caso não consiga cumprir as fases seguintes que incluem atos de mutilação, obrigam o jogador a passar a noite acordado, a brigar com os colegas e a fazer desenhos no corpo usando giletes ou estiletes e tudo isto para ter validade tem que ser comprovado por fotos ou vídeos. Depois dos jogadores cumprirem as primeiras 49 fases vem a mais desafiante, tendo em vista que a de número 50 é exige que o participante cometa suicídio", explicaram os conselheiros e o delegado aos estudantes.
Durante as palestras, o delegado Fernando e os conselheiros pediram aos pais muita atenção a qualquer mudança de comportamento dos filhos e pediram para buscar ajuda diante de qualquer suspeita de atos repentinos de agressividade, vestígios de automutilação, insônia frequentes, depressão e outras situações que possam demonstrar anormalidade.
As ações foram realizadas nas seguintes unidades de ensino: Escola Estadual Castelo Branco, Colégio Dom Bosco, Colégio São Francisco de Assis e também na UEG - Universidade Estadual de São Miguel do Araguaia e envolveram os demais conselheiros: Karen Kristiny; Lúcia da Silva Ferreira Oliveira; Lucimar Pureza; Elleen Santana Cunha, contando com o apoio também de voluntários.

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