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Entrevista - Nick Barbosa

Trabalho para sair da crise

Prefeito de Minaçu fala sobre os problemas que enfrenta, especialmente para negociar as dívidas


Publicado em 19 Março 2017

Pedro Gomes e João Carvalho

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Nossa maior dívida é com o INSS, que está próxima de R$ 70  milhões. Mas vamos negociar esses valores com nossos credores
Nossa maior dívida é com o INSS, que está próxima de R$ 70 milhões. Mas vamos negociar esses valores com nossos credores

O prefeito de Minaçu, Nick Barbosa (DEM), falou com a reportagem do Diário do Norte e manifestou toda a sua preocupação com o volume de dívidas de responsabilidade da prefeitura. Segundo ele, são cerca de R$ 120 milhões de dívidas, com INSS, MinaçuPrev e outros credores. Nick também falou que no momento está colocando as finanças em dia para ter nas mãos as certidões negativas, que permitem que ele celebre convênios e receba recursos. O prefeito lamentou tantos problemas e pediu paciência à população. Acredita que até o mês de julho terá uma situação melhor, sob controle. Nick disse também que as áreas que não podem parar, como saúde e educação, estão recebendo atenção especial da sua gestão.  

Diário do NorteComo foi que o senhor recebeu o município assim que tomou posse, no dia 1º de janeiro?
Nick Barbosa – Para iniciar essa nossa conversa, eu digo que peguei o município numa situação que eu não vejo igual. Primeiro, deixou a folha de pagamento de dezembro sem pagar. Deixou 13º salário desde agosto. Deixou alguns funcionários e até médicos sem pagar desde outubro. E além do mais, não pagou as quitações (acertos) das pessoas que foram demitidas. Agora nós temos MinaçuPrev com débito de mais de R$ 21 milhões. Temos dívidas com o INSS que chega a R$ 70 milhões. E além do mais, não temos nenhuma certidão negativa. Nenhuma. E nós ainda tivemos queda na receita do município. Enquanto na gestão anterior vinha cerca de R$ 8 e até R$ 13 milhões, na nossa gestão, no mês de janeiro, veio R$ 5.8 milhões. Caiu demais a nossa arrecadação. Mas mesmo assim consegui fazer os pagamentos de janeiro em dia. Farei o pagamento dos próximos meses também em dia. Na verdade, pretendo fazer um trabalho em Minaçu que pode magoar algumas pessoas. Não estou fazendo contrato com ninguém. Não estou admitindo mais ninguém. Temos um índice de 54% dos gastos da receita com folha de pagamento. Mas estou correndo atrás dos deputados e do governador para conseguir recursos e tenho recebido apoio. Além do mais nós perdemos, por não termos certidões, o ICMS Ecológico e perdemos também recursos relativos à geração de energia do nosso município, que é pago por Furnas. Nós tivemos aí uma perda de mais de R$ 1 milhão. Estou lutando para melhorar essa situação. 

DNQual foi a dívida que o senhor recebeu no município? Qual era o valor total da dívida?
Nick Barbosa – Acredito que a dívida passa de cerca de R$ 120 milhões. Além disso, a administração passada informou que deixou dinheiro na conta. Ficou mesmo, mas por outro lado emitiu cheques que foram pagos no mês de janeiro. Realmente tinha saldo na conta, mas deixaram cheques para serem pagos. Nossa dívida não é pouca e temos que negociar todas elas. Eu já estou negociando essas dívidas com o INSS e com o MinaçuPrev. Também estou negociando as dívidas com energia elétrica. São mais de R$ 3 milhões em dívidas com energia. Estou negociando dívidas com a Saneago, que são mais de R$ 800 mil. Espero que até julho eu tenha uma prefeitura mais enxuta e que eu possa administrar. Eu quero também dizer que a população tenha paciência em relação ao problema do asfalto. Nós ganhamos recursos para fazer essas obras. Mas ainda não pude pegar o dinheiro porque não tenho certidões. E não adianta eu ficar tapando buraco em Minaçu enquanto tenho folha de pagamento para quitar e outras dívidas. Quero quitar dívidas que o outro deixou para começar do zero, mas começar do zero com consciência. 

DNQual a maior dívida que o senhor herdou?
Nick Barbosa – É com o INSS, que está próxima de R$ 70 milhões. E depois vem o MinaçuPrev com cerca de R$ 21 milhões. E há outras dívidas com o pagamento de precatórios que temos que pagar. Se somar tudo isso, acredito que a dívida total passa dos R$ 200 milhões. 

DN E saúde e educação, limpeza pública são setores que não esperaram. O que foi possível fazer para que esses setores não deixassem de ser assistidos?
Nick Barbosa – Em relação à limpeza, nós vamos pagar através da administração. Nós conseguimos fechar contrato com os caminhões para coletar lixo. Em relação à saúde, Minaçu sempre teve problemas. Isso ocorre porque Minaçu recebe recursos para atender os seus moradores, mas acaba atendendo moradores de Paranã (TO), Palmeirópolis (TO), de Cavalcante, Campinaçu. Esses pacientes sabem que nosso hospital é bom, apesar de ainda faltar muita coisa para ficar melhor. A educação está funcionando bem. Tenho um secretário aqui que eu sempre parabenizo ele por sua gestão e firmeza. Também tenho um secretário de Saúde muito bom, que realiza um bom trabalho, modernizando o que é possível. Agora, depois que sairmos dessa situação ruim, será o momento de termos dinheiro para escola, para asfalto, para a saúde e para atender a todas as demandas. Com as certidões em mão, vamos melhorar a situação da cidade e também da zona rural. E quero informar que para melhorar a nossa situação, gerar empregos na nossa cidade, estou correndo atrás para implantar aqui um frigorífico. Estou correndo atrás da Hering, para que ela se instale aqui. E quem tiver interesse de investir no nosso município, eu farei tudo o que for possível para que essas empresas se instalem aqui, inclusive com toda isenção de impostos que for possível.

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